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Achados e perdidos

Eu me perco dentro das coisas facilmente. Dentro de hobbies, objetivos, sentimentos e pessoas. Eu me perco porque provavelmente nunca me encontrei. Eu me procuro.

Sei onde estou, mas me procuro em outros lugares. Medo de me achar, talvez?

Eu me perdi em você. Me perdi enquanto me procurava. No meio do caminho, eu te baguncei. Eu tirei suas coisas do lugar e não devolvi, derrubei seus ornamentos e empurrei os móveis. Perturbei sua calmaria.

Sinto muito. Eu tenho esse péssimo hábito que toma o controle de mim quando não estou olhando. É que eu estava ocupada sendo feliz depois da sua volta, tão deslumbrada com a cor que tudo assumiu, como se fosse uma pessoa míope que coloca os óculos pela primeira vez. Dessa leveza, eu não notei que os corredores começaram a sombrear pelas bordas.

Quando me dei conta já tinha me perdido pelas suas paredes, dei de encontro com suas portas, baguncei seus cômodos mais preciosos. Eu sei que você odeia isso, eu te conheço. Foi sem querer, fui pega de surpresa. Tinha me esquecido como sua leveza me deixa assustada, como a claridade de seus cômodos contrastam com as cortinas sempre cerradas dos meus.

É intimidador essa coisa toda, sabe? A sua luz ofusca minhas sombras e eu não aprendi a viver sem elas. Botar a cara no sol assim, sem nenhuma proteção, nenhum plano B, me assusta. Mas eu sei o que você vai dizer. Eu penso demais, eu preciso relaxar.

A questão é… eu consigo relaxar dentro de você? Eu consigo estar ao seu lado sem aquele medo intoxicante de que talvez aquele possa ser o último momento?

Eu não sei, mas eu vou.

Cansei de gente que não se importa
Notas do Cotidiano: A Leitora
Desculpa, mas não consigo te amar

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