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Contos

E pelo desgosto de sempre escrever dedicando minhas palavras à nomes próprios e não à abstratos, eu parei de escrever. Parei de colocar no papel pelo simples fato de querer dedilhar algo pelo prazer de dedilhá-lo, e não para desafogar esse meu coração mal amado. E foi pela revolta de querer me obrigar a escrever algo simplesmente por escrever, que estou aqui escrevendo pela primeira vez para você… E todos vão olhar e vão dizer, lá vai ela de novo. Porque se eu estou aqui, tem um nome próprio detrás

Acabei de dar uma de masoquista e entrar no perfil dele… e consequentemente, depois no dela. Gosto de fazer isso de vez em quando pra ver o que causa em mim, as reações. Ver se esse processo de cura está dando certo. Não doeu loucamente, isso posso afirmar. Incomodou, cutucou a ferida, mas não é como se tivesse arrancado a casca. Vamos dizer que parece aquele machucado que tá cicatrizando, aquela pele fina que coça pra caramba. Eu cocei, mas não até machucar. Só não sei o que achar disso.

Arco-íris

Eu preciso escrever, preciso escrever porque senão vou acabar implodindo em arco-íris. É tanta alegria que preciso compartilhar. E tudo por causa dele, sempre dele, que com um pequeno gesto ou sorriso é capaz de me deixar assim, flutuante. Sempre fui adepta àquela máxima de que tudo dará certo, depois que tudo der errado. Alguns dizem que é o cúmulo do positivismo, mas é só a minha crença sincera de que tudo tem de melhorar. E estão melhorando. Eu vejo isso nos pequenos gestos dele, nas coisas que ele fala sem

Estou num momento muito instável da minha vida. Daqueles em que se eu começar a escrever tenho certeza que vou terminar falando de uma outra coisa completamente aleatória. É aquela velha história de num momento estar num humor, de um jeito, com um sorriso e um sentimento e no outro estar completamente virada do avesso. Me sinto fora e dentro de mim ao mesmo tempo.Quando consigo entender o que estou sentindo, já começo a me sentir de uma maneira completamente diferente. É quase como usar um computador velho onde você

O sorriso dele

 E aquela dor passa. Some, se ameniza. No breve espaço de algumas horas, você consola e se consola. Você sente que se encaixa, que se completa, mas que ainda há pontas soltas para prender e que talvez o tempo realmente lhe seja um aliado. Entre brincadeiras disfarçadas de verdades e verdades disfarçadas de brincadeiras, momentos de controle e de descontrole. De cafuné, de carinho e de lágrimas. Então ele faz alguma coisa muito idiota que te faz rir, mesmo que com lágrimas caindo dos olhos. Como não amar? Como não amar

Das tripas coração

Essa é uma daquelas histórias clichês sobre uma pessoa que sofre e ama uma outra pessoa que está sofrendo por uma terceira. E a primeira, quando vê que o responsável pelos seus bens e seu males está mal, para de lamber as próprias feridas e vai em seu socorro. Realmente me pergunto o que tenho na cabeça. Se é merda, ou um sentimento puramente masoquista. A gente vai lá, com a cara e com a coragem, sem saber sequer se terá algum tipo de retorno de suas ações, faz das tripas

Afogando

Partiu de mim, muitas vezes, sentimentos incompreensíveis. Identificáveis, mas incompreensíveis. Veem de não sei onde, ficam não sei porquê e doem pelo simples fato de doer. Nunca achei que fosse necessário que algo fizesse sentido ao longo dessa vida. Mas eu gostaria, sinceramente, de entender essa minha mania estúpida de perseguir os que me fazem mal e me apegar a tal ponto de preferir ir dormir para evitar pensar. Com sentimentos incompreensíveis, minhas lágrimas parecem sem propósito também. Porque elas estão aqui? Só para lembrarem que existem e me fazerem

Na verdade não há

E a gente não conhece os limites. Escrevemos como se não houvesse amanhã. Assistimos como se não houvesse amanhã. Amamos como se não houvesse amanhã. Choramos como se não houvesse amanhã. Brincamos, gritamos, cantamos, nos apaixonamos, nos rebelamos, nos machucamos, sonhamos… como se não houvesse amanhã. E então, quando o amanhã chega, já sentimos tudo que tínhamos para sentir e ele se torna vazio. Mas sabe qual é a nossa sorte? É que se você parar para pensar, não há um amanhã. É sempre o hoje. Hoje. Agora! “É preciso amar as

Parte 1 | Parte 2 | Parte 3   7. A porta cedeu como a laje de uma sepultura, com um rangido brusco, exalando o ar fétido e viciado do interior. Volutas de sujeira e pó coroavam os ângulos do teto, enquanto a tênue claridade que deles procedeu mal conseguia arranhar as sombras. Catherine estava aninhada em seus braços como o frágil anjo de vidro que demonstrava ser e, por um pequeno instante, conseguiu fazê-lo vacilar de sua decisão. Já não chorava, contudo ainda tinha manchas de sangue no rosto,

Condição

  O coração já não dava reviravoltas, as borboletas não voavam no estômago e as mãos continuavam secas. Sua presença não desencadeava mais nenhuma sensação estranha, era como se estivesse na frente de qualquer outra pessoa. O amor já não era avassalador, era monótono e sem sentido. Mas será que ainda era amor? Talvez eu não tenha notado quando os ‘eu te amo’ se tornaram ‘eu gosto muito de você’, ou talvez não aceite essa condição, que o amor já não existe. A pergunta anterior era feita com frequência demais,

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