Raposa Crítica

Raposa Crítica

Freebie Banco de Ideias
Resenhas Literárias
GUIAS TERA ONLINE

Porque para mim, criar, escrever e se expressar não é uma obrigação; é uma arte, um dom que sai da alma e do coração e vai diretamente para os dedos.

Nascido no dia 2 de dezembro de 2008, hoje com mais de dois anos de idade, foi de Gossip Girl à Realidades Utópicas e intermediando essas duas fases por um curto período de tempo Only Me. Inicialmente teve a intenção de seguir o dito no livro. Fofocas da vida alheia sem identificar ninguém, porém o gosto de escrever acabou falando mais alto e aos poucos, numa fase de transição, se tornou um blog totalmente opinativo.

Tais postagens da vida passada foram excluídas e junto com a opinião da escritora gradativamente veio sua identidade, sua experiência com códigos html e o tão amado Tudo de Blog. Oportunidade aberta na revista Capricho para que a futura jornalista pudesse ganhar experiência.

Registrado no domínio jadeamorim.com.br no dia 12 de junho de 2009 pelo Uol Host. Cada dia que passa o blog fica mais complexo e mais importante para sua escritora, e graças a isso, pode-se afirmar que este – diferentemente de outros blogs – terá uma vida longa e próspera.

Promoção – Descobrindo as Delícias da Leitura
Sobre Ovos de Páscoa
A porta da rua é a serventia da casa

Receba as novidades:

Conto – A Última Noite de Inverno – Parte 2.

Disclaimer: Os personagens e a história são de minha total autoria, a música é da cantora Nelly Furtado, todos os direitos reservados.
Conto – A Última Noite de Inverno – Parte 2.

“Flames to dust
Lovers to friends
Why do all good things come to an end?
Flames to dustLovers to friends
Why do all good things come to an end?”

“Chamas ao Pó,
Amantes à Amigos
Porque todas as coisas boas acabam?
Chamas ao Pó,
Amantes à Amigos
Porque todas as coisas boas acabam?"


– Inverno… – Balancei a cabeça sorrindo e indo em direção à janela, esfregando as mãos que mesmo com luvas teimavam em continuar geladas.

Continuei olhando a foto ternamente enquanto me recordava de cada fato ocorrido naquele dia. Era meu aniversário de oito anos e eu havia implorado a papai para que o fizéssemos no chalé nas montanhas dele, um lugar lindo e aconchegante, principalmente no inverno, a época em que estávamos e a que eu mais gostava. As árvores ficavam sem folhas, tirando alguns pinheiros; toda a área era cercada por montanhas que se encadeavam e que ficavam com o topo branco devido à neve. Aquela vista deslumbrava qualquer um, e mais ainda se o céu estivesse avermelhado, fosse na aurora ou no crepúsculo, ambos tingiam a neve branca perfeitamente. Vendo aquela cena a única coisa que conseguíamos sentir era… amor.

Ri com meu pensamento, amor?! Ora que bobagem, nem sei o que isso significa. Àquela garotinha de oito anos já não existe mais, talvez existisse se aquelas coisas não tivessem acontecido, mas aconteceu. Eu não devia me referir a ela como a mim, como se fôssemos uma única pessoa, aquela garotinha é outra pessoa, é apenas lembranças de um passado longínquo que nunca mais tornaria a ver, a ter, a viver.

“Dogs were whistling a new tune
Barking at the new moon
Hoping it would come soon so that they could die”

“Quando os cachorros estão assoviando uma nova canção
Olhando para a Lua nova
Esperando que chegasse logo para que eles pudessem morrer”

Afastei-me da janela e mergulhei na penumbra azulada do chalé, ouvindo ao longe os lobos uivando para a lua cheia.

Aproximei-me da lareira com o intuito de me aquecer, porém o fogo estava quase extinto e o calor que saia de lá era a mesma coisa que nada. Suspirei pesadamente sentando na posição de lótus perante a lareira e me curvei para pegar mais lenha. Coloquei a madeira no fogo e remexi com um espeto de ferro, melhorou, mas nem tanto.

Varri o lugar com o olhar e me levantei para pousar o porta-retrato na mesinha da sala, não podendo deixar de notar que tudo estava muito sujo, mas isso não fazia diferença, pois não iria ficar por muito tempo ali. Bufei. Pelo menos me dei ao trabalho de retirar as teias de aranhas, parecia que eu estava num sarcófago e que ninguém entrava lá há anos. Mas era exatamente isso, ninguém entrava naquela casa a pelo menos vinte anos. Passei a mão no móvel e não consegui conter um espirro. Aquela poeira toda estava irritando meu nariz.

– Que seja…

Peguei uma taça de vinho tinto entre os dedos trêmulos e sentei-me preguiçosamente no tapete felpudo, perto do fogo que agora estava bem melhor, bebia aquela bebida com delicadeza e classe assim como eu pai fazia.

Sorri de canto, um misto de malicia e ingenuidade, lembrando-me de como ele tomava seus vinhos, com os olhos vidrados no fogo da lareira como se estivesse pensando em algo que lhe roubava toda a atenção enquanto eu ficava com uma xícara de chá fumegante nas mãos, sempre indagando o porquê de ainda não poder tomar o liquido avermelhado. Ele sorria e dizia que tudo tinha seu tempo. No outro dia ele morreu.

/Continua

Aí está mais uma parte, espero que estejam gostando. Pelo o que eu estava olhando, o conto será dividido no máximo em 5 partes, então estamos quase na metade da história (e isso porque ela ainda nem terminar de narrar o passado terminou. Amanhã eu posto mais uma parte.


Pra você que me ama.
Gossip Girl.


Y

Promoção – Descobrindo as Delícias da Leitura
Sobre Ovos de Páscoa
A porta da rua é a serventia da casa

Conto – A Última Noite de Inverno – Part. 1

Disclaimer: Os personagens e a história são de minha total autoria e a foto é a capa do conto.
Conto – A Última Noite de Inverno – Part. 1
“Honestly what will become of meI don't like realityIt's way too clear to meBut really life is dailyWe are what we don't seeWe miss everything day dreaming”“Honestamente o que aconteceu comigoNão gosto da realidade,É clara demais para mimRealmente a vida é magnífica,Nós somos o que não vemosPerdemos tudo sonhando”
Estava precisando me isolar por um tempo desde que aquele maldito inferno havia começado e isso já não era mais segredo a ninguém, pelo contrário, tava mais do que evidente minha frustração e revolta. Apesar de ter vivido praticamente a minha vida inteira cercada de pessoas eu sempre estive sozinha. Era como se eu fosse uma ilusão ótica, eu podia gritar, chorar, destruir o que tivesse ao meu redor e nem se dariam ao trabalho de dirigir-me o olhar ou até mesmo movimentar um milímetro do corpo para saber o que acontecia no local. Era como se para eles eu não existisse e talvez, quem sabe, também acontecesse comigo em relação à àqueles seres.
– Imbecis! – me soltei na poltrona empoeirada rindo compulsivamente como se aquilo fosse a piada mais engraçada que já tivesse escutado em toda a minha vida. – Vocês são todos um bando de imbecis, seus mesquinhos inúteis! – gritei novamente em plenos pulmões, já com lágrimas nos olhos, o pescoço arquejado para trás e as mãos na barriga. A própria que já dava sinais de que aquela crise de risos já estava indo longe demais.
“Flames to dustLovers to friendsWhy do all good things come to an end?Flames to dustLovers to friendsWhy do all good things come to an end?”“Chamas ao Pó,Amantes à AmigosPorque todas as coisas boas acabam?Chamas ao Pó,Amantes à AmigosPorque todas as coisas boas acabam?”
Aos poucos fui me acalmando e isso ocorreu devido ao fato de ter me lembrado de uma pessoa diferente de todas as outras, meu pai. Ele era diferente em todos os ângulos, porque enquanto as pessoas eram inescrupulosas, egoístas e estavam sempre procurando pelo dinheiro ele estava lá comigo, me levando a passeios e me fazendo rir, era um homem integro e bondoso, além de que talvez tenha sido a única pessoa que realmente se importou comigo, que me protegeu de tudo e de todos.
O único problema é o fato de que ele não está mais aqui e que desde então começou este inferno que infelizmente chamo de vida. Mas eu vou voltar a ficar junto dele.“Traveling I always stop at exitsWondering if I'll stayYoung and restlessLiving this way I stress lessI want to pull away when the dream diesThe pain sets it and I don't cryI only feel gravity and I wonder why”“Viajando eu paro somente nas saídasPensando se eu continuarei jovem e inquietaVivendo desse jeito, eu me estresso menosEu quero me afastar quando o sonho morreE chega e eu não choroEu sinto somente gravidade e eu me pergunto por quê”
– Ahh papai… Você não é que nem os outros, não é? – sorri de uma maneira quase que doentia pegando delicadamente um porta-retrato na mesinha ao lado da poltrona. Na foto havia duas pessoas, estes eram uma menininha e um homem adulto a abraçando.
A garotinha trajava um delicado vestido de renda, um cachecol envolto no pescoço e nas pernas rechonchudas uma meia calça. O pequeno casaco de lã era o leito para a delicada trança de lado, fazendo com que as madeixas negras realçassem ainda mais os olhos amendoados que a jovem possuía. O homem, magro e esguio, era de certa forma bonito. Os cabelos negros estavam bagunçados e lhe davam um ar de juventude que infelizmente o tempo retirou. Por estar abraçado a criança seu corpo pendia para frente fazendo com que o sobre – tudo negro o tampasse quase que por completo, deixando à mostra apenas uma parte onde se via uma calça social escura. Seu sorriso era terno e os seus olhos transbordavam bondade. Atrás deles se via um enorme chalé de madeira, uma construção antiga e bela, tinha o telhado totalmente tingido de branco, era neve.Suspirei desviando o olhar, me lembrava daquele dia como se fosse ontem, era meu aniversário e a penúltima noite de inverno, eu era aquela menininha.
/Continua…
E então, o que acharam da primeira parte? Espero que não tenha ficado muito comprida, mas é só porque é uma introdução. A música se chama "All Good Things Come to An And" da Nelly Furtado, vocês podem escutar ali no nosso sonzinho! =)Amanhã eu posto mais.
Pra você que me ama.Gossip Girl.
Y

Promoção – Descobrindo as Delícias da Leitura
Sobre Ovos de Páscoa
A porta da rua é a serventia da casa

Cinderella sem Principe Encantado

Todos sabemos que não há encanto de fada madrinha alguma que dure para sempre, sabemos também que fadas madrinhas não existem. Enfim todo a mágia não passava de uma ilusão tola, onde o príncipe encantado era apenas uma mentira e nada chegou a acontecer realmente.
Espere, teve uma coisa que chegou a acontecer sim, e esta foi a dor. A dor chegou, fez acontecer e ainda não quer ir embora. A dor não de que tudo era apenas uma mentira, a dor por toda a doce e deliciosa ilusão ter se evaporado sem deixar rastros.
O príncipe ao que tudo indica não irá voltar, e a Cinderella aqui continua com sua esperança infundada e ínutil, nada indica ao menos se o príncipe chegou a existir de verdade. Mas o que ela poderia fazer? O que você espera que ela fisesse? Não amamos apenas aquilo que vemos.
Muitos devem estar se perguntando de que diabos eu estou falando e quem é a tal da Cinderella. Bom, eu estou falando da minha história e a Cinderella no caso, sou eu.
A minha triste história começou a exato um ano e um dia (8 de janeiro de 2008), quando eu conheci a pessoa mais perfeita, o tal do príncipe encantado e o amor verdadeiro. É por isso que eu estou falando sobre isso agora, porque ontem estariamos completando exatos um ano de namoro se ele não tivesse sido arrancado brutalmente de mim.
Ele não foi embora, disse que não queria mais e saiu andando. Seria muito mais fácil para a recuperação caso fosse isso que tivesse acontecido. Porém o que aconteceu é que ele foi de certa forma obrigado a me deixar para proteger a mim, ele me amava. Tendo existido ou não ele me amava e eu amava ele com a mesma intensidade, ou se duvidar, mais.
Ah, antes que perguntem, a dor não é recente, já tem seis meses que isso aconteceu e nada de superação.
Quando a noite chegou e deitei-me em minha cama para dormir – horário do qual costumo sucumbir à tristeza e chorar por horas – foi que me liguei de que dia era hoje. Nunca fui muito ligada com esse negócio de datas (pelo menos no fato do 'que dia é hoje?'). E quando me dei conta a dor veio dilacerando tudo que tinha direito, a dor veio, porém não as lágrimas. Não que eu não estivesse sofrendo o suficiente. Mas talvez eu tenha ficado forte o suficiente para pelo menos surportá-las.
Como disse a tia Steph em uma passagem do livro Lua Nova (continuação de Crepúsculo), na página 104 e ultima folha do capítulo 4:
"Deitei na cama alguns minutos depois, resignada enquanto a dor finalmenter resolvia aparecer.
Era paralisante, aquela sensação de que um buraco imenso tinha sido cavado em meu peito e que meus órgãos mais vitais tinham sido arrancados por ele, cortes abertos que continuavam a latejar e a sangrar apesar do passar do tempo. Racionalmente, eu sabia que meus pulmões ainda estavam intactos, e no entanto eu arfava e a minha cabeça girava como se meus esforços não dessem em nada. Meu coração também devia estar batendo, mas eu não conseguia ouvir o som de minha pulsação nos ouvidos; minhas mãos pareciam azuis de frio. Eu me encolhi, abraçando as costelas para não partir ao meio. Lutei para ter o meu torpor, minha negação, mas isso me fugia.
E, no entando, eu achei que podia sobreviver. Eu estava alerta, sentia a dor – a perda dolorosa que se irradiava de meu peito, provocando ondas arrasadoras de dor pelos membros e pela cabeça -, mas era administrável. Eu podia sobreviver a isso. Não parecia que a dor tivesse diminuído com o tempo; na verdade, eu é que ficara forte o bastante para suportá-la. (…)"

Obs: Cada dia estou mais convicta de que a Stephenie Meyer se baseou na minha vida para criar os livros.

Mudando de assunto…

Agora que vocês já sabem mais sobre a minha triste vida (sabem e não sabem, na verdade) eu acho que vou começar a colocar meus contos aqui. Tipo naqueles dias em que eu não estiver nada para postar.

Aí eu vou dividí-los em partes para não ficar muito compridos. Me digam o que acham! =)


Pra você que me ama.
Gossip Girl.


Y

Promoção – Descobrindo as Delícias da Leitura
Sobre Ovos de Páscoa
A porta da rua é a serventia da casa

Friends 4ever

Está provado, sempre esteve, que a melhor época para se obter amigos é a época escolar. Porque neste periodo de nossas vidas passamos muito tempo convivendo com um mesmo grupo de pessoas e com isso temos a oportunidade de conhecermos bem os defeitos, as qualidades e as afinidades daquela pessoa em relação a você.
Nesta época de transação, de mudanças, a influência das pessoas que estão ao nosso redor é muito importante. Não só dos nossos amigos, mas de todos. Pois cada ação, cada gesto pode moldar a nossa personalidade pelo resto de nossas vidas e por isso todos são muito importantes.
O amigo é e sempre será, depois de nossos pais, a pessoa mais importante do mundo para a gente; e é por isso que afirmo convictamente de que por eles, eu iria até o inferno!
"Cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não já os que não deixaram nada."

( Texto antigo e com base na aula de português do ano passado, era para mim dizer que estaria com base no TDB da edição nº 1058 – Vale tudo; Até onde você iria pela sua melhor amiga? -, mas acho que não teve muito haver.)

Pra você que me ama.
Gossip Girl.


Y

Promoção – Descobrindo as Delícias da Leitura
Sobre Ovos de Páscoa
A porta da rua é a serventia da casa
Página 80 de 83
«1 ...7677787980818283››

Receba as novidades: