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Resenha – Filhos do Éden

  • Nome: Filhos do Éden – Herdeiros de Atlântida
  • Autor: Eduardo Spohr
  • Gênero: Ficção Angélica
  • Páginas: 473
  • Editora: Verus Editora
  • Sinopse: “Há uma guerra no céu. O confronto civil entre o arcanjo Miguel e as tropas revolucionárias de seu irmão, Gabriel, devasta as sete camadas do paraíso. Com as legiões divididas, as fortalezas sitiadas, os generais estabeleceram um armistício na terra, uma trégua frágil e delicada, que pode desmoronar a qualquer instante. Enquanto os querubins se enfrentam num embate de sangue e espadas, dois anjos são enviados ao mundo físico com a tarefa de resgatar Kaira, uma capitã dos exércitos rebeldes, desaparecida enquanto investigava uma suposta violação do tratado. A missão revelará as tramas de uma conspiração milenar, um plano que, se concluído, reverterá o equilíbrio de forças no céu e ameaçará toda vida humana na terra. Ao lado de Denyel, um ex-espião em busca de anistia, os celestiais partirão em uma jornada através de cidades, selvas e mares, enfrentarão demônios e deuses, numa trilha que os levará às ruínas da maior nação terrena anterior ao dilúvio – o reino perdido de Atlântida."

Ao criar A Batalha do Apocalipse, Eduardo Spohr criou um mundo completamente novo e cheio de ideologias. Com Herdeiros de Atlântida ele se consolidou nesse novo universo que é só dele.

Ainda não falei do primeiro livro de um dos meus autores brasileiros preferidos, mas isso porque ainda não tive tempo de relê-lo como toda boa história deve ser relida. Contudo, é nítida a evolução do autor de um volume à outro. Se antes seus personagens eram supostamente superficiais e sem conflitos existênciais, ele supriu tudo com Kaira, a ishim (anjos que governam as forças elementais) e todo o grupo "do bem".

Mas como desvantagem de criar toda uma teoria para a criação do mundo, da existência de Deus – vulgo Yahweh -, o objetivo dos anjos e o que os diferencia dos humanos, Spohr cometeu alguns deslizes básicos, como grandes monólogos acerca dessas teorias de personagens "explicando" a outras personagens e conversas no estilo ping-pong. Porém, dessa vez, numa quantidade ínfima e pouco enfadonha.

Já seus personagens estão melhor trabalhados. Kaira – ishim do fogo –  é a personagem principal e a que menos me agradou. Muito cética do início, curiosa demais no meio e sem algo que possamos chamar de personalidade presente. Levih, um ofanim ("anjo da guarda") já é o bom moço, de bem com todos, sempre tentando algo próximo a reconciliação e completamente incapaz de machucar alguém, mesmo quando é extremamente importante, coisa que irrita bastante.

Urakin é o típico brutamontes, sempre querendo lutar antes e pensar depois. Uma natureza típica dos querubins (anjos guerreiros), que estão sempre dispostos a morrer em batalha e se sentem realizados com o feito. Já Denyel, bom, esse de longe é o mais cretino,  engraçado e bem trabalhado personagem da trama. Confesso que caí de amores por ele logo em suas primeiras cenas. Sendo um exilado – anjo que escolheu viver na terra -, adquiriu, por assim dizer, muitos hábitos terrenos. Como, por exemplo, estar sempre se entupindo de cerveja, mesmo que seja absolutamente claro que os anjos só precisem se alimentar quando estão feridos na Haled – vulgo, Terra.

Dono de um passado sombrio, e não totalmente explicado nesse primeiro volume da trilogia, ele e Urakin tem um caso de extremo ódio só mantido sob controle pela necessidade de protegerem e ajudarem Kaira, cada um por seus motivos.

Como vilões, além dos raptores (humanos que se tornaram demônios), o mais interessante de se analizar é Andril, o Anjo Branco, ishim do gelo, um dos arcontes de Miguel, o anjo que era para Kaira interceptar inicialmente.

Com capítulos curtos porém numerosos – 65 contando com o epílogo -, Spohr não permitiu que a história se tornasse monótona, sempre colocando diversas situações mais complicadas que as outras, transformando a leitura em algo rápido e delicioso. E, para instigar-nos com o segundo volume da trama, Anjos da Morte, ainda nos deu de presente o prólogo do mesmo.

Como um dos poucos autores brasileiros que provam que a literatura fantástica não é um campo de domínio dos norte-americanos e europeus, Eduardo Spohr está certamente na lista de livros que você deve abandonar o preconceito e se aventurar. Afinal, vale à pena.

Demorou, mas chegou. Essa resenha estava prevista para dois dias atrás, mas não tive a oportunidade de fazê-la pois precisei viajar urgentemente para fazer minha inscrição na faculdade. Sim, sou a mais nova caloura de Jornalismo da UFMS, só que isso é assunto prum outro post. Agora que todas as resenhas estão online, é apenas uma questão de tempo para que a promoção seja lançada. Fiquem de olho!

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13 comentários
  • Jeniffer Yara

    Ah, sobre o post no blog do Tiêgo que você achou idêntico ao meu, a playlist dele foi sobre Glee querida :}

    Beijinhos, de novo.rs

    Responder
  • Jeniffer Yara

    Mais um livro para entrar na minha lista de desejados,rs. Eu vi ele na prateleira de uma livraria onde comprei meus últimos livros e me interessei por ele de cara, lendo sua resenha, mais ainda.

    Sobre TVD, eu te entendo, já percebi que não gostas mesmo da modinha dos vampiros, mas os vampiros de TVD nada tem a ver com os de Crepúsculo, a primeira temporada é a mais fraca de todas elas. Enfim,a trilha sonora é inquestionável assim como a trilha sonora de toda a saga Crepúsculo que é muito boa também :}

    Sobre os seguidores, é, também não sou assim de seguir os blogs só para eles me seguirem de volta, tem blogs que eu sigo que nem seguem de volta,mas não ligo,mesmo. Aquele grupo de meninas,tem alguns blogs nada a ver mesmo, mas achei uns lá que gostei e me tornei seguidora, e o grupo que criei está dando frutos mesmo, Os melhores da blogosfera está com blogs ótimos, vou dar uma olhada naquele documento também de novo, parece que cada dia tem um blog novo por lá :}

    Ah, eu ainda não fiz aniversário não, só dia 23,hehe' Mas valeu pelo parabéns ><
    Exclui o outro comentário por que errei algumas palavras,rs.

    Beijos

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  • Louca Mistura

    Eu ia ler o primeiro livro, mas acabei comprando outro bem na última hora k
    bjjos
    blogloucamistura.blogspot.com

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  • Erica Ferro

    Mais uma resenha bem escrita, Jade, só que infelizmente literatura não é bem o meu gênero literário preferido. Ou melhor, não é, nem de longe o gênero literário que aprecio.
    Mas, pra quem gosta do gênero, parece ser um bom um livro. 😀

    Parabéns pela aprovação na UFMS! 😀

    Responder
  • Debbys

    Ah, esse livro eu já conhecia, apesar de que não sabia muito bem do que se tratava… Meu namorado pediu de aniversário e eu dei! Nem sei se ele já leu, mas assim que eu tiver sem nada pra ler (porque arrumei umas coisas), vou pegar emprestado.. xD

    bjsss

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  • Julie Duarte

    Parece bom! Você me deixou com vontade de ler D:

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  • @philipsouza

    Muito legal mesmo sua resenha. Me falaram que o outro livro dele, começa o livro meio confuso, uma vez que, remete uma classe mais adulta. Pelo visto esse, ainda tem uma continuação….

    bjos

    Philip Rangel
    Entrando Numa Fria

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  • Jess

    Já me falaram d'A Batalha do Apocalipse mas eu nunca tive vontade de ler. Sabe aquele medinho de começar a ler e não gostar? :/
    Tô querendo ler o da Meg Cabot. 😀
    ;*

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  • Déborah-alana

    Olá floré 🙂 adorei vc ter feito resenha dos livros da enquete, acho esse livro bem interessante e de boa história e não li ainda, estou querendo muito ler este da Meg Cabot (liberte meu coração) votei até nele na enquete e bem feliz por ele ter ganho *-* mas por enquanto não vou comprá-lo estou com vários livros novos em casa que ainda não li :* beijãão amiga

    Responder
  • @_carlabresa

    Mulher, você passou em jornalismo? Opa, parceira de curso! Hahaha. Mulher, não tenho muita paciência pra ler resenhas de livros e tal.. Não que eu não goste de ler, é só por que não faz meu estilo ler a resenha antes, sabe? Mas como eu curto muito a tua pessoa, vou ficar sempre voltando aqui pra ler os oooutros posts que não sejam comentários de obras literárias, ta bom?

    Um beijo! Já estou aguardando o texto sobre essa aprovação no vestibular (e achei intrigante o autor do livro ser brasileiro!)

    Responder
  • Lu Rosário

    Não é bem o tipo de literatura que curto ler, mas caso tenha a oportunidade..o lerei. É bom degustar de outras leituras.

    O post que me inspirei no se acabou de ser postado, não aquele das metas..rsrs.

    Parabéns pela aprovação no curso! Somos duas, então, a ingressar neste mundo do Jornalismo. Também fui aprovada no vestibular..rsrs. Quem sabe não trocamos figurinhas? rsrsrsrs.

    Beijos.

    Responder
  • Ju Lemos

    Assisti dia desses um filme chamado Legião – não sei se você conheçe – mas fala também da batalha entre anjos e é surpreendente. Mais um livro que eu gostaria de ler… E agora como faz? ^^

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  • Stella Valim

    Olha, o gênero de livro que eu gosto…Parece ser muito bom.
    Otima indicação, amei a resenha 🙂
    http://www.senhoritaliberdade.com/

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