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As quatro Londres em 'Um Tom Mais Escuro de Magia'


Um tom mais escuro de magia caiu no meu colo de maneira inesperada. Não é todo dia que você recebe um e-mail informando que V. E. Schwab, a autora, estaria na Bienal e que se você quisesse, poderia receber a obra pra ajudar na divulgação.

Quando li a sinopse… sabe quando seu coração até aquece? É o meu tipo de livro!

Esperei ansiosamente pelo recebimento, e quando coloquei minhas mãos na obra, comecei a leitura imediatamente. E que livros, meus amigos. A sinopse me foi fiel, assim como meu coração. Era realmente o meu tipo de livro! A fantasia, o protagonista, a narrativa, tudo perfeitamente no ponto.

Foi a primeira vez que tive contato com a autora e fazia muito tempo que não me sentia tão cativada. Me lembrei, inclusive, da dificuldade que tive quando fui responder a Tag dos 50% quando chegou na parte do crush literário. Tinha gostado de vários, mas não tinha efetivamente sonhado com nenhum nos primeiros cinquenta livros que li na primeira metade do ano. Ah, se eu tivesse conhecido Kell antes.

Que homem. Que homem! Ou melhor, que Antari!

Calma, eu explico.

É que Kell não é exatamente humano, ele é um Antari. Um dos últimos, uma "raça em extinção". Não existe uma linhagem e só existem dois. E os Antaris são extremamente importantes neste mundo em que vivem, pois são os únicos com magia poderosa o suficiente para conseguir transitar entre as Londres, a muito separadas e que hoje se comunicam apenas através de cartas a mando dos reis.

Existe a Londres Cinza, suja, enfadonha, sem magia e comandada por um rei louco. A vibrante Londres Vermelha, que vive em comunhão e busca o equilíbrio perfeito com a Magia, que é onde Kell foi criado pela família real. A Londres Branca, lar do outro Antari, Holland, um lugar estéril e hostil, que acredita que a magia deve ser controlada, possuída e consumida. Lá, sobrevive quem é mais forte e qualquer sinal de magia é tanto um sinal de poder quanto também serve para te transformar em alvo. Há também a Londres Preta, mas ninguém fala mais dela e muitos se esqueceram.

Kell, junto com suas obrigações de mensageiro entre os reinos, tem um hábito perigoso: o de contrabandear relíquias em troca de vislumbres de sua Londres. Um pouco de terra em troca de uma quinquilharia que pode não ter valor algum, mas que infringe algumas leis. E por conta hábito ele acaba fazendo uma transferência perigosa, e esbarrando com (e sendo assaltado por) Delilah Bard, uma ladra que sonha um dia ser uma pirata e viver uma aventura para lugar nenhum e todo lugar.

– O que você é? – perguntou ele, maravilhado.
Lila apenas deu de ombros.
– Teimosa.

— Um Tom Mais Escuro de Magia

Assim, seus destinos se unem de maneira irreparável. Afinal, eles precisam juntar forças para se livrar de um mal que pode consumir todas as Londres. Delilah gosta de aventuras, e Kell tem cara de quem vai precisar de um par de armas extras.

Priste ir Essen. Essen ir Priste.

Poder no Equilíbrio. Equilíbrio no Poder. Esse é o Lema da Londres em que Kell cresceu, sendo criado pela família real. A narrativa de Um tom mais escuro de magia pode ser definida dessa maneira também. Equilibrada.

Tem morte, tem drama, tem magia, tem umas luta loucas, tem comédia. Uma pitada de romance… Ou será que não?

Lila Bard é uma personagem que eu gostaria de falar com muito destaque aqui. Ela não é apenas uma acompanhante para o protagonista homem ficar bem na fita. Ela não está ali para fazer torcida. Na verdade ela salva o rabo dele o tempo todo porque ele é idiota. E eu usei essas palavras porque ela falaria exatamenteassim.

– Como você sabia que não era eu?
– Ela pediu por favor.

— Um Tom Mais Escuro de Magia

Delilah Bard é o exemplo de empoderamento feminino que me fez chorar de orgulho. Ela é forte, determinada, independente e desconstrói padrões sociais com força, inteligência e uns murros no nariz. Afinal… ela é um homem muito procurado pela polícia na Londres Cinza.

Tudo bem, façamos uma pausa estratégica para você dar sua risada irônica pela genialidade da autora.

V.E.Schwab, eu te amo!

– Me diga uma coisa, você subestima todo mundo ou só a mim? É porque sou uma garota?
– É porque você é humana – explodiu ele. – Porque você pode ser a alma mais valente e destemida que eu já conheci, mas ainda é muito mais feita de carne e osso do que de poder. Astrid Dane é feita de magia e maldade.

— Um Tom Mais Escuro de Magia
Não quero dar spoiler dessa história maravilhosa, e não vou. Mas a trilogia terá seu segundo livro lançado na bienal, no final desse mês. E eu estou ansiosa para recebê-lo pela editora em setembro. Também fiquei sabendo que a V. E. Swchab tem outras obras lançadas, que eu já estou providenciando para minha coleção.

Com certeza tenho aqui uma autora que eu vou acompanhar a carreira pelo resto da minha vida, fazia tempo que eu não descobria o amor dessa maneira. E isso inclui, é importante destacar, não ter tanta dificuldade para escrever uma resenha coerente que não fosse um monte de fangirlismo surtado.


Um Tom Mais Escuro de Magia
Título da obra: Um Tom Mais Escuro de Magia
Série: Tons de Magia
Autoria: V. E. Schwab
Páginas: 381
Gênero: Fantasia
Editora: Record
ISBN: 9.78850110667E+12
Ano de publicação: 2016
Onde encontrar: SkoobGoodreads
Onde comprar: AmazonSaraivaSubmarino
Sinopse: Kell é um dos últimos Viajantes — magos com uma habilidade rara e cobiçada de viajar entre universos paralelos conectados por uma cidade mágica. Existe a Londres Cinza, suja e enfadonha, sem magia alguma e com um rei louco — George III. A Londres Vermelha, onde vida e magia são reverenciadas, e onde Kell foi criado ao lado de Rhy Maresh, o boêmio herdeiro de um império próspero. A Londres Branca: um lugar onde se luta para controlar a magia, e onde a magia reage, drenando a cidade até os ossos. E era uma vez... a Londres Negra. Mas ninguém mais fala sobre ela. Oficialmente, Kell é o Viajante Vermelho, embaixador do império Maresh, encarregado das correspondências mensais entre a realeza de cada Londres. Extra-oficialmente, Kell é um contrabandista, atendendo pessoas dispostas a pagar por mínimos vislumbres de um mundo que nunca verão. É um hobby desafiador com consequências perigosas que Kell agora conhecerá de perto. Fugindo para a Londres Cinza, Kell esbarra com Delilah Bard, uma ladra com grandes aspirações. Primeiro ela o assalta, depois o salva de um inimigo mortal e finalmente obriga Kell a levá-la para outro mundo a fim de experimentar uma aventura de verdade. Magia perigosa está à solta e a traição espreita em cada esquina. Para salvar todos os mundos, Kell e Lila primeiro precisam permanecer vivos.
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2 comentários
  • Rubyane

    Comprei esse livro hoje! Não consegui me controlar. Eu tinha prometido para mim mesma que só iria comprar um livro novo quando terminasse de ler todos os nove livros que estão me esperando na minha estante, mas eu quero tanto ler Um Tom Mais Escuro de Magia desde que vi uns gifs no tumblr inspirados na Lila que não aguentei ficar sofrendo de ansiedade e comprei logo o livro, agora é torcer para que ele chegue ainda essa semana hahaha
    Por alguma rasão esse livro me lembra o meu queridinho Six of Crows, não sei se é porque o nome Kell me lembra Kaz ou porque a Lila parece ser uma personagem feminina incrível…
    Ótima resenha, conseguiu me deixar mais ansiosa ainda para ler esse livro hahaha

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    • Jade Amorim

      Rubyane, esse livro é maravilhoso e não vai se arrepender da compra! Espero que já esteja aproveitando a leitura. ♥

      Responder

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